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Marcha da Família reúne 50 mil pessoas em Brasília

Brasília, 1 jun (EFE).- Representantes de igrejas e parlamentares evangélicos e católicos protestaram nesta quarta-feira em Brasília contra a legalização da união civil gay e para pedir mudanças no projeto de lei complementar que prevê a criminalização da homofobia e para.
A chamado Marcha da Família convocou nesta quarta uma passeata que uniu católicos e evangélicos para se manifestar a favor do projeto legislativo que suspende a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de reconhecer a união civil de pessoas do mesmo sexo.
Os organizadores da passeata entregaram um manifesto com mais de um milhão de assinaturas ao presidente do Senado, José Sarney, informou a "Agência Brasil".O presidente da Frente Parlamentar Evangélica, o deputado opositor João Campos, qualificou como "inconstitucional" o projeto que criminaliza a homofobia. A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados, mas está em trâmite desde 2006 no Senado.

Na Câmara, os representantes se expressaram a favor da proposta que pretende invalidar a decisão da máxima corte de Justiça de reconhecer a união civil entre homossexuais.Segundo o movimento, o poder Legislativo é o responsável por mudar as leis, e os princípios do matrimônio na Constituição estabelecem que o vínculo de casamento seja "entre um homem e uma mulher"
O pastor Silas Malafaia, um dos organizadores da marcha, disse que o movimento não está contra os homossexuais e reconheceu seus direitos, mas advertiu que este assunto deve ser discutido "democraticamente" entre as partes interessadas.
Malafaia, igualmente, afirmou que a criminalização da homofobia deve passar por mudanças, pois segundo sua interpretação as pessoas que manifestarem seu pensamento "filosófico", amparadas na liberdade constitucional de expressão, podem ser presas por até cinco anos.

Polêmica – O projeto de lei que criminaliza a homofobia foi aprovado no plenário da Câmara no ano passado. O texto prevê pena de prisão de até 5 anos para quem criticar os homossexuais publicamente, seja qual for a razão. E também estabelece punição a quem preterir homossexuais em uma seleção de emprego, por exemplo.

A relatora do texto no Senado, Marta Suplicy (PT-SP), chegou a influir uma emenda dando imunidade a pregadores que atuem dentro de templos religiosos. Mas isso não mudou a postura dos cristãos: “A senadora Marta Suplicy pensa que crente é otário”, disse Silas Malafaia, do alto de um carro de som, nesta quarta-feira. Os manifestantes vaiaram quando o nome da parlamentar foi citado.



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