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Greve: Detran desconta dias parados de 183 servidores

Movimento tem 40% de adesão, mas paralisa serviços essenciais de atendimento ao público

Dos 459 servidores que compõem o quadro total de pessoal do Detran (englobando efetivos e comissionados), 183 tiveram descontados no salário de agosto os dias em que não compareceram ao trabalho.

Isso significa que a greve no órgão, que teve início no último dia 3, tem a adesão de cerca de 40% dos servidores. Ocorre que esses 183 servidores estão concentrados no atendimento direto ao público – por isso a greve, mesmo parcial, paralisa os serviços mais essenciais do Detran à população, como a abertura de processos para expedição da carteira de motorista, emplacamento de veículos e outros.

O desconto dos dias parados foi implantado ontem (quinta-feira), ao ser fechada a folha salarial do Detran para o pagamento do mês de agosto. A greve começou no último dia 3, mas o desconto também atinge quem faltou no dia 29 de julho, quando servidores deixaram de atender aos usuários para participar de uma assembléia na portaria do órgão, no Pontal da Barra. As eventuais ausências ao serviço apuradas a partir do dia 20 de agosto serão descontadas nos salários de setembro.

O desconto nos salários foi feito com base nos relatórios de freqüência de cada setor do Detran, na capital e no interior. Nem todos os 183 servidores relacionados faltaram em todos os dias da greve, por isso os valores dos descontos variam conforme o número de faltas de cada um.

As faltas ao trabalho serão registradas na ficha funcional de cada servidor que aderiu à greve. Já os funcionários do SAC Farol, que durante todo este período se sacrificaram e compareceram ao trabalho, mantendo o atendimento ao público, terão registrado esse comportamento em suas fichas funcionais, com elogios.

Além do não pagamento dos dias não trabalhados, o diretor-presidente do Detran, Antonio Sapucaia, determinou que, a partir da próxima segunda-feira, os servidores que não retornarem ao trabalho poderão responder a processo por abandono de emprego, que pode resultar em demissão por justa causa.

O Detran aguarda a decisão de mérito do Tribunal de Justiça sobre o pedido de decretação da ilegalidade da greve. O pedido é baseado no fato de que os serviços do Detran são essenciais à população, na não existência legal do sindicato dos servidores e na falta de comunicação, com 72hde antecedência, sobre a deflagração do movimento. O pedido de liminar foi indeferido pelo relator, desembargador James Magalhães, mas a decisão sobre o mérito da questão ainda não foi anunciada.

fonte: Tudo na Hora

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