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Foguete parte com sucesso do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão


Foi realizado com sucesso o lançamento do primeiro Foguete de Treinamento Básico no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. A operação, denominada FogTrein I, ocorreu às 15h18min de ontem (10 de agosto). Conforme o Diretor do CLA, Coronel-Aviador Nilo Andrade, o foguete alcançou a sua altura máxima com 31.800 metros, atingindo uma velocidade de 4.100 km/h em quatro segundos. Fabricado pela empresa brasileira Avibras e tecnologia quase 100% nacional, o foguete percorreu sua trajetória e caiu em alto-mar a 16 quilômetros da costa.

O objetivo da operação FogTrein I é lançar e rastrear dois foguetes desse porte, além de treinar os recursos humanos, operacionais e equipamentos do CLA e do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), localizado em Natal (RN).

Um segundo lançamento também do CLA está previsto para as 10h45 dessa quinta-feira (13). A operação Fogtrein I ainda conta com a participação de engenheiros da Avibras, da Agência Espacial Brasileira (AEB), do CLBI e do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI).

Programa Espacial Brasileiro

O investimento em atividades espaciais no Brasil trouxe benefícios dos mais diversos: pesquisas de novos medicamentos, materiais e equipamentos eletrônicos, cartografia com a utilização de satélite, imagens em tempo real da localização de queimadas e desmatamento, e informações meteorológicas. Os foguetes são um pilar do programa espacial brasileiro, desde sua criação em 1961. O primeiro deles, um Nike-Apache, decolou em 1965, do Rio Grande do Norte. De lá para cá, centenas de foguetes foram lançados, tanto no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal, quanto do CLA.

O CLA surgiu na década de 80, no Maranhão, com o objetivo de dotar o País de um local para envio de engenhos espaciais . Sua instalação trouxe, dessa forma, a possibilidade de o Brasil lançar, a partir do próprio território, foguetes de sondagem e veículos lançadores de satélites.

A partir da criação da Agência Espacial Brasileira (AEB) em 1994, a comunidade científica foi estimulada a participar no desenvolvimento de pesquisas. Neste sentido, a AEB criou os programas Microgravidade e Uniespaço, destinados a fomentar projetos de pesquisas de interesse, tanto de universidades, como do setor espacial.

Em todo o mundo, menos de uma dezena de países lançam foguetes, e pouco mais de 20 nações desenvolvem satélites. O que elas têm de vantagem, e o Brasil se inclui nesta lista, é poder usar essa tecnologia para atender de maneira autônoma as suas prioridades nacionais.

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